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COMER COMPULSIVO E MEDITAÇÃO

COMER COMPULSIVO E MEDITAÇÃO

O comer emocional pode levar ao ganho de peso. Para pessoas que também têm uma baixa saciedade o fator emocional agrava o controle do peso e m casos graves, pode levar à compulsão alimentar, também conhecido como comer compulsivo. A compulsão alimentar é um subtipo de alimentação emocional e torna-se um distúrbio quando quantidade, qualidade, velocidade alimentares e envolvimento com alimento e afetos saem totalmente do controle.

Em comedores considerados normais, o córtex pré-frontal, como uma mãe autoritária, impõe controle de impulso. "Chega de comer agora. Já comeu demais!". No entanto, se você tiver danos no córtex pré-frontal, redução da serotonina ou estresse excessivo, a capacidade do córtex pré-frontal de se impor e controlar o impulso, diminui. Mesmo distraído ou com alguma carga de stress a funcionalidade do córtex pré-frontal está comprometida. Essa incapacidade de exercer o controle dos impulsos permite que um comportamento como o comer se transforme de um hábito hedônico orientado por objetivo no estriado ventral para um hábito compulsivo de estímulo-resposta no estriado dorsal. Os comportamentos viciantes e compulsivos dirigidos a metas no estriado ventral transformados em hábitos de estímulo-resposta no estriado dorsal são apenas parte do problema.

Os genes DRD2 e OPRM1 funcionam no sistema de recompensa do cérebro. As variações nestes genes estão associadas ao comer emocional e ao ganho de peso. Cerca de 11% de caucasianos e 14% de asiáticos combinam esses dois genes que aumentam o risco de Transtorno do Comer Compulsivo.

As propriedades gratificantes dos alimentos, especialmente a palatabilidade, atuam como uma substância viciante (como o álcool ou a maconha) no sistema de recompensa do cérebro humano para produzir a sensação de prazer. Palatabilidade é a atratividade geral de um alimento julgado pelo seu gosto, sabor e textura. Na população humana, dietas doces (i.e., açúcar elevado) e ricas em gorduras são geralmente consideradas saborosas. Embora a maioria das pessoas goste de alimentos gordurosos e açucarados em vários níveis, nem todos nós somos "doces". Algumas pessoas são bastante indiferentes aos prazeres saborosos da vida. A diferença é explicada em parte pelas variações genéticas (genes de comedores emocionais). E há muitos deles. Os genes DRD2 e OPRM1 são dois mais bem compreendidos.

O gene DRD2 é um jogador chave nos circuitos neurais da dopamina. A dopamina é o neurotransmissor do "sentir-se bem" que motiva as pessoas por prazer. Níveis baixos de dopamina são muitas vezes responsabilizados por condições relacionadas à depressão. A ativação ou supressão destes receptores leva ao aumento ou diminuição da dor, euforia, apetite, ansiedade, depressão ou depressão respiratória. Os receptores Μ-opióides são os principais envolvidos em sistemas de recompensa e comportamentos viciantes. Eles também estão envolvidos no alívio da dor pela morfina. O gene OPRM1, por outro lado, é uma combinação chave no circuito neural opióide. A ativação dos circuitos neurais opióides leva à produção de dopamina. As atividades do sistema de opióides também determinam o quanto você gosta de prazer. O sistema opióide modula o quanto as pessoas comem de acordo com a palatabilidade dos alimentos. Esta modulação funciona através do receptor μ-opióide. A administração de agonistas do receptor μ-opióide em animais pode induzir compulsão alimentar, mas não pode induzir a compulsão alimentar de alimentos que carecem de gordura e açúcar, enquanto o antagonista, tal como a naloxona (o cloridrato de naloxona é indicado para reversão completa ou parcial da depressão causada por opioide), diminui a ingestão de um alimento palatável, 2004, Olszewski & Levine , 2007).

Estes circuitos neuronais interagem uns com os outros e com outros circuitos neuronais para produzir um "valor de recompensa" global de um alimento. Esse "valor de recompensa" influencia os comportamentos alimentares. Uma atividade desequilibrada entre vários circuitos neurais muitas vezes leva ao comer emocional. As pessoas que sofrem de compulsão alimentar parecem ser altamente ativas em ambos os sistemas de dopamina e de opióides.

Os circuitos neurais dopaminérgicos e opióides estão localizados em várias áreas cerebrais, incluindo o hipotálamo, córtex pré-frontal, amígdala e hipocampo. Essas áreas do cérebro são críticas para a atenção, julgamento, tomada de decisão, aprendizagem, memória e controle do comportamento. Todos eles têm papéis no sistema de recompensa cerebral quando lidam com alimentos.

Figura:

Áreas do Cérebro Humano Ativadas em Resposta a Alimentos Palatáveis ou Sugestões Associadas a Alimentos. O córtex orbitofrontal e a amígdala codificam informações relacionadas ao valor da recompensa dos alimentos. A ínsula processa informações relacionadas ao sabor dos alimentos e sua avaliação hedônica. O núcleo accumbens e o estriado dorsal, que recebem imput dopaminérgicos da área tegmental ventral e substância negra, regulam as propriedades motivacionais e de incentivo dos alimentos. O hipotálamo lateral pode regular respostas gratificantes ao alimento saboroso e dirigir comportamentos de busca de alimento. Estas estruturas cerebrais agem de forma concertada para regular o aprendizado sobre as propriedades hedônicas dos alimentos, deslocando a atenção e o esforço para obter recompensas alimentares e regulando o valor de incentivo dos estímulos ambientais que predizem a disponibilidade de recompensas alimentares.

O PAPEL DA APRENDIZAGEM E DA MEMÓRIA.

A perspectiva, não a realidade, determina como nossos cérebros negociam a vida diária. A aprendizagem precoce e a memória são as principais moedas dessa empresa. Se você aprender a se automedicar com alimentos como uma criança, este hábito irá certamente codificar-se no striatum dorsal. "Um hábito é um cabo e, a cada dia, ele tece um fio. A superalimentação compulsiva é um cabo que devemos quebrar.”

Todos nós temos nossos baldes de aflição e demônios particulares. O ônus está em cada um de nós matarmos nossos demônios privados e reconstruir nossas vidas. Uma das chaves para meu movimento em direção a esse terreno mais elevado é aprender como o cérebro trabalha especificamente. Mais importante ainda, é aprender a nunca valorizar o que o cérebro não pode fazer do que o que ele pode fazer. Permaneça fabuloso e fenomenal!

O que é meditação?

A meditação é uma prática que requer atenção plena. Ao contrário do que muitas pessoas consideram, seu objetivo não é esvaziar a mente das ideias, mas experimentá-las objetivamente. Ou seja, você experimenta sentimentos, suas ideias e lembranças como se fossem folhas. Você os observa ir e vir, segurando em nada. A atenção é paga por você e, em seguida, o minuto em que você está vivendo, mas é um foco profundo, que leva tanto os encontros que são agradáveis ​​e os debilitantes.

Na prática, meditações dirigidas, onde uma terceira pessoa os ajuda a direcionar seu foco em facetas distintas do segundo que estão experimentando são experimentadas por muitas pessoas. Outros preferem meditar com apenas silêncio ou música.

Parece familiar?

Você foi bom o dia todo e conseguiu comer de maneira saudável. Disse a si mesmo na hora do almoço que estaria determinado a continuar se controlando e até praticou exercícios pela manhã. Quando está saindo do trabalho vê a placa do Mcdonalds. Chega em casa e as coisas não saem exatamente como planejou.

O comer mental tem um efeito desastroso sobre a autoestima e o bem-estar das pessoas. A sensação é de falência e falta total de controle. As condições particulares são diferentes, mas os resultados sobre a subjetividade e afetividade em geral, são as mesmas. Até porque, dentro de 15 a 20 dias, os resultados aparecem no corpo. Não há como esconder.

A ROTINA DA MENTE SEM A MENTE

Primeiro vem a causa psicológica. Um dia ruim, problemas de relacionamento, sentimentos de baixa autoestima etc. E não há como negar.

A prática Clínica da Psicologia nos mostra que sempre há um evento estressor antes de um processo de ganho de peso abrupto e volumoso. A compulsão alimentar é caracterizada pelo descontrole devido ao afrouxamento das funções da parte mais desenvolvida do cérebro: o córtex pré-frontal. Com isso, as partes mais instintivas e primitivas ficam livres, como um cavalo sem rédeas.

O episódio de descontrole, qualquer que seja pode ser seguido por auto remorso e vergonha: Por que eu fui fazer isso? Eu, que sou uma pessoa inteligente e brilhante? Eu destruí todo o meu empenho. Eu me afundei! Eu não deveria ter feito isso! Eu não presto, mesmo.

Os sentimentos de impotência e desesperança são avassaladores e colaboram para o aparecimento ou agravamento da depressão e da ansiedade. Pensamentos de generalização tendem a invalidar todo e qualquer esforço positivo ou resultado obtido. E por consequência, a compulsão alimentar retorna.

Autores que trabalham com estratégias de consciência plena sobre a alimentação propõe seis passos para diminuir a impulsividade alimentar. Ou seja, fazer a doma “racional” do cavalo selvagem.

Conselhos castradores que funcionam como punição são inúteis. Escovar os dentes para tirar a fome, sentar nas mãos durante a refeição para não repetir o prato ou contar mastigações. Esses métodos são todos obsessivos e reforçam mecanismos rígidos de personalidade. Para corrigir um problema grave em longo prazo a abordagem deve ser sutil, progressiva e constante.

1. Existem "zonas de atração que são perigosas". É preciso não se expor a excesso de estímulos.

2. É preciso evitar comer as coisas que você realmente não precisa comer. Para isso é importante entrar em contato com os tipos diferentes de fome. Conhecer as fomes que habitam em cada ser humano.

A NECESSIDADE DE ENERGIA E DE REPOUSO PODE SER FACILMENTE CONFUNDIDA COM A FOME, QUE É OUTRA FACETA DO REABASTECIMENTO ENERGÉTICO. TAMBÉM O É A NECESSIDADE DE AFETO, DE NUTRIENTES, DE ESPIRITUALIDADE, DE CONTATO, DE SABER, DE SEXO ETC.

NAS CRIANÇAS VEMOS MUITO A IRRITABILIDADE POR SONO. A INQUIETAÇÃO NÃO DECODIFICADA.

TRADUZIR A LINGUAGEM NÃO VERBAL PARA A VERBAL NÃO É FÁCIL. AS MÃES DE PRIMEIRA VIAGEM SE DEBATEM NESSA JORNADA COM SEUS BEBÊS. E MUITOS NÃO APRENDERAM BEM A COMO FAZER ISSO.

É PERCEPTÍVEL O NÚMERO INCONTÁVEL DE VEZES QUE NOS FORÇAMOS A PERMANECERMOS PRODUTIVOS, E FAZEMOS ISSO NEGANDO O SONO E O CANSAÇO. PASSAMOS POR CIMA DE NECESSIDADES REAIS E PAGAMOS O PRESSO DO STRESS E DO GANHO DE PESO.

O GANHO DE PESO TEM CRESCIDO, NÃO APENAS PELA ALIMENTAÇÃO VAZIA QUE FAZEMOS, MAS PELA FOME DE SUCESSO, RECONHECIMENTO E PRODUTIVIDADE QUE O HOMEM MODERNO TÊM. DESAPRENDEMOS NOSSO REAL VALOR E NOSSAS NECESSIDADES.

Técnica:

Em um pedaço de papel desenhe 3 colunas. Em cada coluna coloque um nome: Laranja, Vermelho e Verde.

Comece com a coluna verde, na qual colocará o máximo de alimentos saudáveis de que gosta.

Na coluna Laranja, coloque aquelas mais ou menos saudáveis. Elas não são tão boas, mas não causam danos.

No final do papel coloque três situações em que você pode vir a trapacear o plano de ação e que irão conduzi-lo à lista vermelha. Estabeleça um lugar visível para comer esses alimentos para que não se exceda.

A lista vermelha deve conter apenas três a cinco alimentos calóricos de escape.

Compreensão

O comer meditativo é o comer de corpo inteiro e com o seu foco completo no que está fazendo.

Quantas vezes você comeu no trânsito? Em frente à TV? No carro, andando pela estrada, na sua mesa de escritório enquanto você trabalhava? Com emoções contrárias ao prazer de comer? Culpado, por exemplo? Fazendo as tarefas domésticas? Ou quando está alimentando seus filhos?

Todos somos responsáveis pelo ato de comer distraído.

Não é casualmente que o verbo comer, beber e devorar são usados para leitura, saber e sexo. São setores em que você tem que estar inteiro para usufruir e absorver ao máximo o que quer e precisa. Caso contrário terá que repetir e repetir. Comer é o mesmo.

Ao comer em estado de atenção plena, em estado meditativo, é preciso dedicação integral por um tempo. É preciso sentar-se e comer o mais lentamente possível para se concentrar em cada porção. Mordidas menores e mastigação a cada mordida.

Os sabores devem ser apreciados na boca que recebe o alimento. Feche os olhos enquanto você dá a primeira mordida.

Mude o relacionamento que você tem com os alimentos que você come.

A comida é um amigo amado que o fara um ser nutrido.

COMPREENDER A CAUSA os seus disparadores de alimentos privados- isto é- o que geralmente faz com que haja a compulsão alimentar. Estas "zonas de compulsão" em geral têm relação com situações emocionais ou alimentos da coluna vermelha.

Desânimo, cansaço excessivo, menstruação, discussão com alguém ficar acordado até tarde à noite, muito tempo em casa, sentimento negativo sobre si e seu corpo, desejo alimentar específico, ver alguém comer o que eu gosta.

O comer compulsivo é um tipo de comer emocional de compensação para frustrações. E é importante compreender que tudo ocorre física e psiquicamente no organismo humano. Por isso, o tratamento passa por psicoterapia e medicações.

Com o passar do tempo ocorre a aprendizagem. Você identifica situações e cenários que desencadeiam o comer compulsivo.

No início tende a querer evita-los. Até que consiga abstraí-los através do foco em você e não no contexto.

O foco na própria respiração, na língua, na mastigação, na respiração novamente, no movimento de mastigação, no modo como a comida desce pela garganta, na temperatura, textura e tempero dos alimentos, retira o prazer de comer de seu contexto provocador de compulsão.

Tente este exercício: feche os olhos e pense em 3-5 coisas que você realmente ama fazer. Estou falando de assuntos que fazem você realmente feliz. Ler com seus filhos, falar com um amigo ao telefone, nadar, ouvir música, dançar, brincar com seu cão, ajudar um vizinho, passear no shopping, pintura, costura, corrida, cinema, um simples banho quente, um chá quentinho, um descanso na rede....

Deve ter em mente estas ações estratégicas e prazerosas para se presentear quando o desejo de comer vier. Afinal, você já sabe que não se trata de fome, mas de um substitutivo para alguma coisa que irá saber em breve.

Emotional Eating Genes https://www.gbhealthwatch.com/GND-Emotional-Eating-Genes.php acesso em 26/042017

Gordon,B Compulsive Overeating and Habit Formation[SDM1] https://www.psychologytoday.com/blog/obesely-speaking/201311/compulsive-overeating-and-habit-formation acesso em 26/042017

Insectz, S. Mindful Eating: Breaking the Emotional Cicle (2016) https://gethealthyandfitsoon.com/mindful-eating-breaking-the-emotional-cycle/ acesso em 26/042017

 
 
 

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